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A agressão perpetrada no último sábado (14) pelos Estados Unidos, Reino Unido e França contra a República Árabe Síria é ato de banditismo internacional, merecedor da veemente condenação por todos aqueles que têm na busca da paz mundial um ideal inegociável.

Por José Reinaldo Carvalho*

Revoltante que a França, o país em cujo Panteão se encontram as cinzas de um dos mais importantes pacifistas dos séculos 19 e 20, Jean Jaurés, assassinado às vésperas da eclosão da Primeira Guerra Mundial, seja um dos países da coalizão agressora. E que seu presidente, demonstrando ignorância e despreparo, considere que a ação foi multilateral porque realizada por três países.

comunistaOs partidos signatários:

- expressam a veemente condenação da agressão militar imperialista contra a República Árabe Síria protagonizado pelos EUA, Reino Unido e França;

- consideram que este inaceitável acto de agressão, em flagrante afronta à Carta das Nações Unidas e o direito internacional, se insere na escalada de confronto e guerra de agressão do imperialismo, de imprevisíveis e perigosas consequências para a Síria, o Médio Oriente e o Mundo;

Na última sexta-feira (13), forças estadunidenses, francesas e britânicas bombardearam com mais de cem mísseis a capital da Síria, Damasco. A ação teria como alvo um suposto centro de armas químicas.

O ataque foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump, em sua conta no twitter. O ato foi condenado pela Rússia, que prometeu responder a ofensiva contra sua aliada. De acordo com o governo sírio, três civis foram feridos.

Em nota da Secretaria de Política e Relações Internacionais, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) expressa condenação aos ataques dos Estados Unidos, Reino Unido e França contra a Síria. Lei a íntegra

O Partido Comunista do Brasil condena veementemente a ação bélica perpetrada pelos Estados Unidos, Reino Unido e França contra a República Árabe Síria.

É muito estranha a ação que coloca o mundo inteiro em estado de alta tensão

Quem acompanha o desenrolar dos acontecimentos na Síria percebe claramente que os bombardeios dos Estados Unidos, Grã Bretanha e França tiveram objetivos que visam evitar que o governo de Bashar al Assad se consolide depois de travar batalhas contra grupos terroristas.

“Nós alertamos que tais ações não ficarão sem consequências. Toda a responsabilidade por elas reside em Washington, Londres e Paris”, afirma o comunicado. A nota diz também que “insultar o presidente da Rússia [Vladimir Putin] é inaceitável e inadmissível”.

“Os Estados Unidos, que possuem o maior arsenal de armas químicas, não têm o direito moral de culpar outros países”, afirmou o diplomata. No comunicado, Antonov ainda ressalta que os avisos de Moscou foram “ignorados” e que a Rússia está sendo “ameaçada”.

Em um dia de seguidas notícias negativas para sua imagem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (13) a realização de ataques aéreos contra alvos do regime de Bashar al Assad na Síria.

O bombardeio está acontecendo neste momento e é realizado em parceria com as Forças Armadas da França e do Reino Unido, que ao longo da última semana se juntaram desde o primeiro momento às acusações contra Assad. Explosões já foram registradas na capital Damasco.

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